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Edição 03
Julho/2021

Classe de Ativos Inflação e Previdência Complementar: um casamento quase perfeito

Desde o lançamento da nossa Newsletter “Fique por Dentro”, estamos trazendo, a cada edição, conteúdos relacionados aos temas “investimentos”.

O objetivo é organizar e divulgar informações relevantes para apoiá-los na capacitação sobre os seus investimentos e na tomada de decisão em relação ao seu patrimônio aqui na Vexty.

Para reforçar essa ação, criamos um editorial especial: “Pra você ser agente dos seus investimentos”.

Até novembro (mês em que ocorre a Campanha de Perfis de Investimento), esse editorial terá como foco principal essa Campanha. Por isso, nesse período, o complemento em seu nome “De olho na Campanha de Perfis”.

Então, fica ligado pra não perder nenhum capítulo. 😉


Dando sequência à nossa série de textos sobre o funcionamento das Classes de Ativos geridos pela Vexty, após termos falado das classes Renda Fixa Curto Prazo em maio/21 e Renda Variável em junho/21 , nesta edição da Newsletter Fique por Dentro, abordaremos a classe “Inflação”, cujas características a elegem como um dos investimentos mais adequados e interessantes para planos de previdência complementar, que tem como foco o longo prazo.

Assim como os títulos indexados ao CDI ou à Selic, os ativos atrelados à inflação também são investimentos de Renda Fixa, cuja principal particularidade está na remuneração obtida pelos investidores neste ativo por uma taxa de juros prefixada (conhecida no jargão de mercado como “Cupom”), acrescida da variação de algum índice inflacionário.

Mas antes de entrar em mais detalhes, vale esclarecer que uma taxa prefixada nada mais é do que uma taxa definida e conhecida antes mesmo da emissão do título. Assim, o investidor sabe de antemão quanto terá de rentabilidade no ativo caso o mantenha em carteira até seu vencimento.

Conforme previsto na Política de Investimentos da Vexty, a Classe de Ativos Inflação busca rentabilidade atrelada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo IBGE), com prêmio de risco, pelo emprego eficiente e prudente de ativos de renda fixa, mas sem correr risco relevante de crédito privado. Esta classe abrange principalmente (i) Títulos Públicos Federais (TPF) e operações compromissadas (que é uma espécie de título de dívida com garantia), tendo estes títulos como lastro, e (ii) títulos de renda fixa emitidos por bancos privados de primeira linha, sediados no Brasil e classificados como High Grade (de alto grau de investimento e baixo risco).

No caso dos TPFs brasileiros emitidos pelo Tesouro Nacional, a grande maioria é indexada ao IPCA, denominados atualmente de Tesouro IPCA (antigas NTN-B ou Notas do Tesouro Nacional série B).

Dessa forma, no momento da aquisição de um ativo atrelado à inflação, o que na verdade se está fazendo é um investimento em taxas de juros reais prefixadas, ou seja, taxas que são conhecidas por todo o prazo de existência do título funcionando, portanto, como uma proteção contra variações não previstas nos índices preços. Uma taxa de juros real indica a rentabilidade dos investimentos já descontando a inflação.

A “marcação a mercado” desses títulos

Se já é possível saber a rentabilidade do investimento, caso permaneça com ele em carteira até o vencimento, o que ocorre se o título for vendido antes desse prazo?

Resgatando a definição de “marcação a mercado” que fizemos em nossa Edição 01- Fique por dentro em maio/2021 , este é o método de definição do preço do título pelo valor da sua negociação no mercado financeiro. O uso desse método é imposto pela regulação do setor na Resolução CMN 4.661 e reconhecido como a melhor prática contábil.

Vamos a um exemplo hipotético para facilitar o nosso entendimento: um investidor adquiriu um título indexado ao IPCA com vencimento para 2035, mais uma taxa prefixada (Cupom) de 5% ao ano. Depois de alguns meses, o mercado começou a observar uma elevação das expectativas para o IPCA dos próximos anos, ao tempo em que o Banco Central aumentou a taxa de juros básica (Selic) para combater uma eventual pressão inflacionária. Com isso, o mercado começou a visualizar um aumento dos juros reais (acima da inflação) e esse título adquirido passou a ser negociado no mercado com Cupom (juros) de 7%. Esse aumento do Cupom gera, como consequência, uma redução no valor presente do título. Ao vender esse título nesse momento, como ele vale menos pela marcação a mercado (5% definido no momento da compra, contra 7% atualmente), você terá uma perda de valor (rentabilidade negativa no investimento).

O contrário também é verdadeiro. Caso o mercado passe a negociar o título com uma taxa de juros reais (Cupom) mais baixa frente ao que você negociou na aquisição, ao vendê-lo, você terá um ganho no investimento.

Ou seja, existe uma relação inversa entre o preço do título e a taxa de juros reais do mercado.

Por outro lado, nesse nosso exemplo hipotético, se você mantiver esse título em carteira até o vencimento (ou seja, 2035), você será remunerado pela variação do IPCA + 5% a.a. até o seu vencimento.

Ativo interessante para planos de previdência

Dadas as características elencadas acima e, em sua grande maioria, pelas metas de rentabilidade dos planos de previdência serem vinculadas a um objetivo de retorno real, os ativos da classe Inflação são investimentos de longo prazo que combinam quase que perfeitamente com os objetivos de retorno dos planos de previdência.

Esta é a razão das carteiras de planos de previdência terem parte importante dos recursos dedicados a esta classe. Além da proteção contra o fator de “risco inflacionário”, devemos relembrar que os Títulos Públicos Federais são aqueles considerados como o de menor risco de crédito e liquidez, considerando investimentos denominados em Reais.

Alguns desafios nesses investimentos que são superados por uma gestão eficiente dos recursos

Há dois principais desafios na gestão de títulos desta natureza em carteira de planos de previdência:

  1. A volatilidade inerente que estes títulos possuem: Os índices da Anbima da família IMA-B* são compostos somente por títulos Tesouro IPCA e, atualmente, estão com volatilidade aproximada de 2% a.a. (para os títulos com prazo inferior a 5 anos) e 12% a.a. (para os títulos com prazo superior a 5 anos). Como parâmetro de referência, o Ibovespa está com volatilidade aproximada de 22% e o IMA-S** (índice Anbima de TPF indexados à Selic) com 0,59% no mesmo período (junho/20 a junho/21). Ou seja, o risco de mercado da classe Inflação se situa entre essas duas classes comentadas nas duas primeiras Newsletter Fique por dentro; e
  2. O retorno real está abaixo das metas atuarias: A curva de juros reais (ou seja, a expectativa dos juros reais futuros em determinados períodos) divulgada pela Anbima em 09 de julho de 2021***, mostra uma taxa de juros reais de 4,53% ao ano no prazo de 33 anos. A Política de Investimentos da Vexty prevê um retorno real médio para os Perfis de 6% ao ano ao longo de toda sua existência.

No entanto, essas são questões totalmente administráveis na gestão de uma carteira de investimentos.

Com relação à volatilidade, é possível diminuir o nível de risco agregado da carteira, por meio da diversificação, com exposição a diferentes Classes de Ativos, que tenham correlação negativa ou que sejam descorrelacionadas com os títulos de inflação. Por exemplo, investimentos denominados em Dólar Americano ou outra moeda forte como o Euro podem ser um contrapeso à volatilidade dos ativos de inflação.

Em relação ao segundo desafio, no caso dos perfis de prazo mais longo, onde a necessidade de retorno é maior que a atual taxa de juros reais, a exposição maior a Classes de Ativos com prêmios de risco mais elevados (além da classe Inflação) complementa o portfólio e favorece o atingimento do objetivo de retorno do perfil para determinado período.

Por esta razão quando observamos o Glidepath, conseguimos ver essa dinâmica na construção dos portfólios ideais dos Perfis de Investimento. Consulte a Lâmina dos Perfis de Investimento em nosso website para observar o comportamento e composição de cada perfil.

* O Índice IMA-B apurado pela Anbima, é um benchmark que reflete a evolução de desempenho dos Títulos Públicos atrelados à inflação.

**O Índice IMA-S apurado pela Anbima, é um benchmark que reflete a evolução de desempenho dos Títulos Públicos atrelados à Selic.

***Fonte: https://www.anbima.com.br/pt_br/informar/curvas-de-juros-fechamento.htm, posição da Estrutura a Termo das Taxas de Juros IPCA (ETTJ IPCA) estimada em 09/Julho/21.


Confira também a nossa matéria: O que você precisa saber sobre Perfis de Investimento


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