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Renda Variável | Um dos componentes de maior retorno esperado (embora com maior volatilidade)

Parte do patrimônio gerido pela Vexty é investido “em bolsa”, termo normalmente utilizado no mercado para designar a compra de ações de empresas listadas na B3, a antiga Bolsa de Valores de São Paulo, ou, simplesmente, Bovespa.

A Renda Variável continua sendo a principal responsável pela formação de retornos além da taxa básica de juros ou taxa livre de risco, por exemplo, o CDI.

O esperado excedente de retorno dos investimentos em Renda Variável em relação aos juros básicos, ou seja, a diferença entre um e outro, é denominada Prêmio de Risco em Renda Variável.

Esse prêmio nada mais é do que uma exigência dos investidores por um retorno acima dos juros básicos, pelo simples motivo de serem, de fato, sócios de uma empresa, ainda que com uma participação muito pequena (minoritária, junto com outros investidores).

Isso porque, quando adquirimos ações em bolsa de valores, passamos a ser donos de uma fatia da companhia que emitiu tais ações no mercado e, portanto, passamos a correr o risco do negócio dessa empresa. Esse risco de negócio se traduz em volatilidade no preço da ação, sendo que tal volatilidade poderá ser materializada em perda ou ganho caso seja necessário resgatar tal investimento. Por isso, quanto mais longo é o horizonte do Perfil, maior a parcela alocada na Classe Renda Variável, pois o tempo aumenta a possibilidade de recuperação no preço da ação de uma empresa caso ela tenha sofrido um efeito negativo temporário. De qualquer forma, ao buscar maiores retornos na Renda Variável, a carteira de investimentos sofre um aumento em sua volatilidade.

Diversos estudos mostram a ocorrência efetiva de Prêmios de Risco em Renda Variável na ordem de 5% ao ano, em média, observados entre 1900 e 2022 nos mercados de diversos países1. Ou seja, de forma ilustrativa, em um período em que os investimentos em ativos livres de risco (taxa CDI) estiverem rendendo, em média, 10% ao ano, por hipótese, é de se esperar que, em média, os investimentos em bolsa obtenham retornos próximos a 15% ao ano. Em alguns períodos excepcionais, como em épocas de crises ou momentos de euforia e bonança, podemos observar alterações do padrão de retorno e risco/volatilidade de curto prazo. No entanto, em um horizonte de tempo mais longo, espera-se encontrar esse nível de Prêmio de Risco.

A esperada volatilidade da Classe Renda Variável nos Perfis mais longos

A exposição à Renda Variável pressupõe a compreensão de que oscilações acentuadas são parte da dinâmica de busca por prêmios de risco mais elevados no longo prazo. Para ilustrar essa característica, destacam-se três períodos recentes de forte volatilidade:

O primeiro ocorreu em 2020, sob o impacto da crise sanitária global e das incertezas fiscais domésticas. O Ibovespa — principal indicador de desempenho das ações listadas na B3 — chegou a registrar uma desvalorização acumulada de 45% até março daquele ano. Contudo, após uma recuperação vigorosa nos mercados globais, o índice reverteu a tendência e encerrou o exercício com alta de 2,9%, aos 119 mil pontos.

Outro exemplo de assimetria de retornos foi observado em 2023. Até o encerramento de outubro, o Ibovespa acumulava uma valorização modesta de 3,1%. No entanto, um rali concentrado no último bimestre elevou o índice para patamares próximos à máxima histórica, finalizando o ano com expressivos 22,2% de alta, aos 134 mil pontos.

Mais recentemente, em 2025, o mercado de capitais brasileiro vivenciou um ciclo de expansão acentuado. O Ibovespa superou sucessivos recordes, ultrapassando os 164 mil pontos em dezembro, com uma valorização anual de aproximadamente 34%. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo fluxo de capital estrangeiro direcionado a mercados emergentes com valuations atrativos.

Esses episódios demonstram como a Classe Renda Variável é sensível a uma multiplicidade de variáveis exógenas e endógenas, cujos efeitos podem ser rápidos e intensos. É justamente essa natureza volátil que justifica a maior concentração de ativos dessa Classe nos Perfis Data-Alvo de prazos mais longos do Plano Vexty, onde o horizonte de investimento permite a maturação das teses e a mitigação dos riscos de curto prazo.

A título informativo, no início de 2026, aproximadamente 4% do patrimônio do Perfil 2030 estavam alocados na Classe Renda Variável, enquanto o Perfil 2065 tinha 31%, quase oito vezes a exposição do Perfil 2030!

Apesar da volatilidade, que faz parte da natureza desse tipo de investimento, essa Classe é determinante na constituição de retornos adequados aos objetivos de longo prazo e na formação do patrimônio dos Participantes do Plano Vexty. No longo prazo é esperado um Prêmio de Risco anual de cerca de 5% em relação à taxa livre de risco.

A gestão dos investimentos em Renda Variável (no Brasil)

Pois bem, vamos olhar agora para gestão dos investimentos que promovemos aqui na Vexty.

Uma vez conhecida a parcela do patrimônio gerido que deverá ser alocada na Classe Renda Variável, gestores profissionais contratados fazem a administração dos recursos, respeitando nossa Política de Investimentos e a escolha dos Perfis pelos Participantes, conforme Regulamento dos Perfis de Investimento.

No caso da Classe Renda Variável, em razão do extenso número de gestores disponíveis no mercado, a Vexty conta com o auxílio de gestores especializados na tarefa de seleção e contratação de outros gestores, por meio de veículos de investimentos denominados Fundo de Investimentos em Cotas de Fundos de Investimentos em Ações (FIC FIA).

Traduzindo, o tal FIC FIA significa que um fundo de investimento administrado pela XP Advisory, por exemplo, adquire parcelas (cotas) de outros fundos de investimentos geridos por outros administradores, como, por exemplo, Oceana, SPX e Truxt, que, por sua vez, compram ações na B3 (sendo esses os ativos finais). Essa estrutura visa dirimir o risco de concentração, por meio da diversificação do estilo de gestão dos fundos componentes dessas carteiras, além da busca pela seleção dos melhores gestores presentes nesse segmento do mercado.

Para conhecer todos os gestores contratados, basta acessar a Lâmina dos Perfis de Investimento no site.

Gestão Ativa e Gestão Passiva

Além de todos os aspectos apresentados, no âmbito dos veículos FIC FIA são tomadas decisões de gestão que buscam adequar o balanceamento entre “Gestão Ativa” e “Gestão Passiva” do capital total do patrimônio administrado pelo fundo.

Gestão Passiva é caracterizada por uma carteira de investimentos que replique algum índice de referência da bolsa, como o Ibovespa, sem a decisão de escolha dos ativos por parte dos gestores. O objetivo é ter um investimento que acompanhe o comportamento de um índice de mercado. Alocações nesses veículos possuem taxas de gestão mais baixas e liquidez mais alta.

Já na Gestão Ativa, os gestores dos fundos estão constantemente estudando as empresas e tomando decisões discricionárias sobre compra ou venda de ações, com liberdade de escolha baseada em suas análises, buscando sempre a constituição de uma carteira que supere o retorno de um índice de referência do mesmo segmento, por exemplo, o Ibovespa.

Ainda nesse tipo de gestão, alguns gestores buscam analisar os fundamentos das empresas, independentemente do setor e de sua representatividade no índice. Outros, selecionam empresas que atuam em determinados setores, nos quais o gestor possui uma expectativa de desempenho positivo em um intervalo específico de tempo.

Em razão disso, numa Gestão Ativa, a carteira de investimento da Classe Renda Variável pode ter, por exemplo, 20% de alocação em empresas de um determinado setor da economia (por exemplo, consumo), enquanto o índice de referência (Ibovespa) pode ser composto por um percentual diferente nesse setor.

Se, em um determinado mês, a média das empresas dos setores considerados na gestão ativa tiverem valorizado mais do que o índice do Ibovespa, a Gestão Ativa terá trazido um ganho relativo ao investimento (terá gerado “alfa”, outro jargão de mercado). O contrário também é verdadeiro. Como podemos observar, há uma relevante sofisticação na forma de Gestão Ativa. Portanto, mesmo incorrendo em custos mais altos pela contratação desses serviços, espera-se um resultado positivo e consistente no longo prazo, de forma a trazer valor para o patrimônio dos Participantes.

Nota:

1) Fonte: Damodaran, Aswath. Equity Risk Premiums (ERP): Determinants, Estimation, and Implications – The 2023 Edition, p. 44-46. Stern School of Business, 2023.


Autonomia e segurança para a valorização do seu patrimônio. Vexty. Com certeza.