O primeiro bimestre de 2026 ratificou as tendências observadas no encerramento do ano anterior. No cenário doméstico, o arrefecimento da atividade econômica, somado à convergência inflacionária em direção à meta, possibilitou que o mercado passasse a acreditar no início do ciclo de flexibilização monetária. Tanto é que em março essa expectativa se concretizou. O Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano, interrompendo um período de estabilidade vigente desde junho de 2025, após uma sequência de altas iniciada em maio de 2024. Contudo, contrariando as projeções anteriores, o BC optou por não sinalizar novos cortes para as próximas reuniões, citando o aumento das incertezas geopolíticas decorrentes dos conflitos no Oriente Médio.
No cenário externo, a manutenção das projeções para o início do corte de juros nos Estados Unidos no segundo semestre continua sustentando o apetite global por risco. Nesse contexto, o Brasil tem se beneficiado de uma realocação estratégica de portfólios internacionais, consolidando-se como um destino atrativo para o capital direcionado a mercados emergentes.
Ainda no cenário doméstico, o ciclo eleitoral de 2026 vem consolidando-se como um dos principais vetores de monitoramento. O mercado mantém atenção sobre os potenciais candidatos, avaliando nomes da base governista, da oposição e de eventuais coalizões de terceira via. Pesquisas recentes indicam incerteza política, o que eleva a volatilidade dos ativos brasileiros. No campo geopolítico, a escalada de tensões entre EUA, Israel e Irã, que culminou em conflito armado, só ocorreu em março, impactando o petróleo e o câmbio após um mês de fevereiro mais estável.
Nos gráficos abaixo, é possível observar a rentabilidade líquida* registrada em 2026, até fevereiro, e nos últimos 12 meses pelos 10 Perfis de Investimentos oferecidos pela Vexty frente a alguns indicadores de mercado:


Consistência na Gestão dos Investimentos no Longo Prazo
O modelo de Perfis de Investimento com Data-Alvo adotado pela Vexty tem se mostrado resiliente e consistente com seu objetivo: preservar o patrimônio no Perfil Conservador e permitir expectativa de maior rentabilidade no longo prazo nos Perfis com Data-Alvo, respeitando os limites de riscos de cada Classe de Ativo, porém podendo apresentar maiores oscilações (volatilidade). No gráfico abaixo são apresentados os desempenhos dos Perfis Conservador e 2030 desde maio de 2014, quando esses Perfis foram criados, até fevereiro deste ano. Do Perfil 2035 em diante, seus lançamentos ocorreram em janeiro de 2020, sendo que os Perfis 2020 e 2025 foram extintos ao final dos seus respectivos anos da Data-Alvo.

O Perfil Conservador apresentou performance superior ao IPCA, IGP-M e Dólar e muito próximo ao IFMM-A (índice do BTG que apura o retorno médio de fundos multimercado). Já o Perfil 2030 apresentou rentabilidade acima do IPCA, IGP-M, Dólar, IFMM-A e CDI, respondendo bem à diversificação das carteiras de investimentos.
Para mostrar também o desempenho histórico do Perfil 2025, que foi extinto ao final do ano passado, no gráfico abaixo apresentamos sua performance desde seu lançamento, em maio de 2014, até dezembro de 2025, bem como a valorização dos Perfis Conservador e 2030 nesse mesmo período.

Notem que o Perfil Conservador apresentou performance superior ao IPCA, IGP-M, Dólar e IFMM-A. Já os Perfis 2025 e 2030 apresentaram rentabilidades acima do IPCA, IGP-M, Dólar, IFMM-A e do CDI, respondendo bem à estratégia da Vexty de diversificação estruturada e gestão ativa em cada Classe, com foco em superar seus respectivos indicadores de referência. Destaque para o Perfil 2030, ficando próximo do desempenho do Ibovespa, mesmo com um nível de risco menor, devido, principalmente, à diversificação de suas alocações.
Ao observar, no gráfico abaixo, o comportamento dos Perfis desde janeiro de 2020, quando foram implementados os Perfis 2035 ao 2065, e o desempenho de alguns indicadores de mercado, destacam-se os resultados aquém do esperado do Bloomberg Global Abb USD (um dos índices que medem o desempenho da renda fixa no exterior), IMA-B 5+, IFMM-A (muito abaixo do desempenho do CDI no mesmo período) e do Ibovespa (também abaixo do CDI). Esses dois últimos refletem o cenário desafiador para os investimentos em ações no Brasil e para a indústria de fundos multimercado, principalmente impactados pela pandemia de Covid-19, que surgiu em 2020, pela Guerra Rússia-Ucrânia ao longo de 2022, pelas eleições presidenciais, também em 2022, no Brasil, dificuldade em estabelecer estratégias vencedoras dos gestores de multimercado, que levaram a resgates nesta indústria nos últimos dois anos, entre outros fatores. Nesse contexto, assim como observado nos últimos anos, o desempenho foi pior nos Perfis com maior exposição a ativos de maior risco.

Por outro lado, os Perfis mais curtos, que possuem carteiras de investimentos com menor exposição à Renda Variável e Investimento no Exterior, conseguiram desempenhar melhor no período, com destaque para o Perfil Conservador, que superou o IFMM-A e o IPCA, aproximando-se do CDI no período, já considerando a rentabilidade percebida pelo Participante e Assistido após dedução dos custos com gestão dos investimentos e da própria Entidade.
Interessante observar que, nesse período acumulado de pouco mais de cinco anos, o principal índice do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa, apresentou uma valorização de 63,2%, sendo que boa parte dessa alta ocorreu em 2025, quando o índice subiu 33,9%. Ao mesmo tempo, vimos o IPCA registrando uma alta de 39,6% e o nível de juros medido pelo CDI subindo mais de 76,5%. Importante destacar que rentabilidade histórica não é garantia de rendimento futuro. Não existe garantia ou compromisso assumido perante o Participante relativo à manutenção dessas performances, muito embora todos os esforços da Vexty estejam voltados para otimizar os rendimentos, respeitando a alocação-alvo de cada um dos Perfis e buscando sempre a melhor relação risco-retorno possível, considerando as condições de mercado.
Perspectivas para 2026
As projeções para 2026, que fundamentaram a revisão da Política de Investimentos do Plano Vexty, delineiam um cenário de transição marcado pela persistência de juros reais elevados — posicionados substancialmente acima da taxa neutra — em um contexto de desaceleração gradual do IPCA e crescimento moderado do PIB.
A dinâmica fiscal permanece como o principal determinante do prêmio de risco, com o calendário eleitoral adicionando camadas de incerteza às decisões de gasto público. Historicamente, períodos eletivos intensificam a volatilidade nos mercados de câmbio e capitais, à medida que o fluxo de notícias sinaliza continuidade ou ruptura das diretrizes econômicas vigentes. Nesse ambiente, a sustentação de uma trajetória benigna para os ativos brasileiros dependerá de três vetores críticos: disciplina fiscal, com manutenção do arcabouço vigente e avanços em medidas críveis de consolidação orçamentária; ancoragem de expectativas, por meio do rigor na política monetária, até que as projeções inflacionárias convirjam para o centro da meta; e gestão de riscos externos, com foco no monitoramento da atividade econômica chinesa, da volatilidade nas commodities e do ciclo de aperto/flexibilização monetária do Fed (banco central dos EUA) e do BCE (banco central europeu), mitigando pressões adicionais sobre o câmbio. Essa leitura estratégica visa pavimentar uma desaceleração ordenada da economia ao longo do ciclo, garantindo a resiliência das carteiras frente às oscilações de curto prazo.
Indicadores:
– Bloomberg Gbl Agg é um indicador apurado pela Bloomberg, que mede o comportamento dos preços de títulos de dívida com grau de investimento em 24 moedas.
– CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de juros de referência para operações financeiras (principalmente de curto prazo).
– Dólar. Variação do Real frente ao Dólar dos EUA.
– IBOV (Ibovespa) é o índice que mede o desempenho das ações de empresas com grande volume de negociação na B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil.
– IFMM-A é um índice apurado pelo banco BTG, que mede o comportamento dos Fundos de Investimentos de Multimercado no Brasil.
– IGP-M é o Índice Geral de Preços ao Mercado apurado pela FGV.
– IMA-B é um índice apurado pela Anbima, que reflete o desempenho dos Títulos Públicos atrelados ao IPCA, independentemente do prazo de vencimento.
– IMA-B 5+ é um índice apurado pela Anbima, que reflete o desempenho dos Títulos Públicos atrelados ao IPCA, com prazo de vencimento superior a 5 anos.
– IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo apurado pelo IBGE.
– S&P 500 é um dos principais índices do mercado de ações dos EUA.
Autonomia e segurança para a valorização do seu patrimônio. Vexty. Com certeza.
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