O Conselho Deliberativo da Vexty aprovou, em 10 de dezembro de 2025, a Política de Investimentos do Plano Vexty para o período de 2026 a 2030.
O documento apresenta os princípios e as diretrizes que devem ser observados na gestão dos recursos garantidores do Plano Vexty, incluindo a atualização do cenário e das premissas macroeconômicas, alterações nas alocações-alvo dos Perfis de Investimento entre as diferentes Classes de Ativos e revisões nas expectativas de rentabilidade de cada Perfil.
A Política também estabelece os investimentos elegíveis, os limites de alocação, os indicadores de referência, as diretrizes de gestão de riscos e as responsabilidades dos órgãos e agentes envolvidos no processo de investimentos.
Para facilitar a compreensão dos principais pontos da Política de Investimentos, a Vexty elaborou algumas perguntas e respostas. Confira!
1. De forma resumida, qual o objetivo da Política de Investimentos?
A Política tem como objetivo estabelecer as diretrizes do processo de gestão de investimentos, reunindo elementos fundamentais de governança destinados a promover a segregação de responsabilidades, contribuir para o tratamento de potenciais conflitos de interesse e dar transparência às Patrocinadoras, aos Participantes e Assistidos sobre os principais aspectos relacionados à gestão dos recursos garantidores do Plano Vexty. A Vexty possui outros normativos aplicáveis à gestão dos recursos, como o Regulamento de Perfis, a Norma de Investimento e a Política de Gestão de Riscos. A Política de Investimentos, entretanto, é um dos principais instrumentos de governança da gestão dos investimentos, por meio do qual são estabelecidas, de forma abrangente: as características e os objetivos dos Perfis de Investimento; as Classes de Ativos e os investimentos elegíveis; as alocações-alvo; os limites prudenciais; os indicadores de referência; os objetivos e horizontes de investimento; as expectativas de rentabilidade; e as principais diretrizes de gestão de riscos. Essas definições consideram as características do Plano, os objetivos dos Perfis, as necessidades de liquidez, as restrições legais e as premissas econômicas avaliadas pela Vexty. Conforme previsto na Política, sua execução está a cargo do Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado, o AETQ, membro da Diretoria Executiva nomeado pelo Conselho Deliberativo. Nessa função, o AETQ é assessorado pelo Comitê de Investimentos e Riscos, o CIR. O acompanhamento da execução é realizado pela Diretoria Executiva, sob a supervisão do Conselho Fiscal.
2. Como eu tenho acesso ao documento?
O documento está disponível na área aberta do site da Vexty e pode ser consultado na página de Documentos importantes. Nessa página, além da Política de Investimentos do Plano Vexty, que orienta a gestão dos recursos garantidores do Plano de Benefícios, também é possível consultar a Política de Investimentos do Plano de Gestão Administrativa, o PGA. Os recursos do PGA são destinados à cobertura das despesas necessárias ao funcionamento e à gestão administrativa da Entidade e dos planos por ela administrados, incluindo as despesas relacionadas às atividades de gestão dos investimentos, conforme as regras aplicáveis.
3. Como é o fluxo de elaboração, atualização e aprovação da Política de Investimentos?
O processo de elaboração e aprovação da Política envolve diferentes instâncias de governança. No Comitê de Investimentos e Riscos, o CIR, são discutidos, entre outros assuntos: o contexto econômico e financeiro; os cenários e as premissas considerados para o Brasil e para o exterior; as expectativas para as diferentes Classes de Ativos; os riscos relevantes; as necessidades de liquidez; as expectativas de rentabilidade dos Perfis; e a compatibilidade das alocações com os objetivos e horizontes de investimento. Com base nessas análises, são elaborados estudos e simulações para subsidiar a definição das alocações dos recursos do Plano. Após a definição do cenário-base, são elaboradas simulações para estruturar as carteiras de forma compatível com as expectativas de retorno, os níveis de risco, os horizontes de investimento, as necessidades de liquidez e as características de cada Perfil. A proposta é discutida no CIR e submetida à Diretoria Executiva. A Política é proposta pelo Diretor de Investimentos e Finanças, elaborada e revisada pela Diretoria Executiva e, posteriormente, submetida à aprovação do Conselho Deliberativo.
4. Qual a periodicidade de revisão da Política de Investimentos?
A Política deve ser revisada anualmente. A cada revisão anual, ou sempre que necessário, mediante proposta ou avaliação da Diretoria Executiva e aprovação do Conselho Deliberativo, devem ser considerados: eventuais alterações nos requisitos legais; a atualização das projeções dos indicadores econômicos; a revisão das expectativas de rentabilidade; a incorporação de novos desenvolvimentos e boas práticas; e novas circunstâncias relacionadas aos Participantes do Plano. Mudanças relevantes no ambiente econômico, na regulamentação ou nas características do Plano poderão, portanto, justificar uma revisão antes do ciclo anual originalmente previsto. Por exemplo, a Política para o período de 2027 a 2031 deverá passar pelo fluxo ordinário de revisão e aprovação aplicável antes do início de sua vigência.
5. A legislação estabelece o que deve ser tratado na Política de Investimentos?
Sim. A legislação e a regulamentação do setor estabelecem princípios, requisitos, limites e conteúdos que devem ser observados pelas entidades fechadas de previdência complementar na gestão dos recursos garantidores. A Vexty também pode estabelecer diretrizes, controles e limites prudenciais próprios, considerando as características do Plano, sua estrutura de governança, a complexidade dos investimentos e as necessidades de comunicação com Participantes, Assistidos e Patrocinadoras. No caso da Vexty, a Política combina os requisitos regulamentares com diretrizes internas de governança, gestão de riscos, controle e transparência. O objetivo é permitir que Participantes e Assistidos conheçam os principais critérios, limites e responsabilidades relacionados à gestão dos recursos do Plano.
6. Como são definidos os tipos de investimentos que serão alocados nas carteiras elaboradas para os Perfis de Investimentos?
A Resolução CMN nº 4.994, de 24 de março de 2022, alterada pela Resolução CMN nº 5.202, de 27 de março de 2025, estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores dos planos administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar. A regulamentação organiza os investimentos nos seguintes segmentos: Renda Fixa; Renda Variável; Estruturados; Imobiliário; Operações com Participantes; e Exterior. Para fins de gestão, a Vexty organiza os recursos em nove Classes de Ativos: Renda Fixa Soberana; Renda Fixa Curto Prazo; Renda Fixa Global com hedge; Renda Fixa Juro Real Curta; Renda Fixa Juro Real Longa; Renda Variável; Global; Estruturados; e Operações com Participantes. A Classe Estruturados, por sua vez, é dividida em três Subestratégias: Multimercado; Ilíquidos – Yield; e Ilíquidos – Growth. Cada Classe reúne ativos com características comuns, facilitando a organização, a gestão, o controle, a avaliação dos resultados e a comunicação das carteiras. A classificação em Classes é uma categorização gerencial da Vexty e não corresponde necessariamente, de forma direta, aos segmentos estabelecidos pela regulamentação. Na Política podem ser consultados os ativos elegíveis, os segmentos permitidos, os limites de alocação, os indicadores de referência, os objetivos de retorno, os horizontes de investimento e as diretrizes de risco de cada Classe ou Subestratégia.
7. O que é o Glidepath previsto na Política de Investimentos?
O Glidepath é a tabela que determina a alocação-alvo dos Perfis Data-Alvo nas diferentes Classes de Ativos ao longo da vigência de cada Perfil. Ele representa a trajetória planejada para a distribuição dos recursos e demonstra como a composição das carteiras é alterada, de maneira gradual e programada, à medida que a data-alvo se aproxima. Em termos simples: quando a data-alvo está distante, o Perfil pode assumir maior exposição a Classes com maior volatilidade e expectativa de retorno; com a aproximação da data-alvo, essa exposição é gradualmente reduzida; e aumenta a participação de Classes consideradas menos voláteis. Essa trajetória busca proporcionar maior previsibilidade próximo ao momento estimado de utilização dos recursos. A redução programada da volatilidade, entretanto, não elimina a possibilidade de oscilações ou de rentabilidade negativa. A Política estabelece que as alocações podem variar 20% em relação aos percentuais-alvo, para cima ou para baixo. Variações diferentes dessa faixa devem ser discutidas e aprovadas no CIR e prontamente informadas ao Conselho Deliberativo. A Norma de Investimento define a frequência e a forma de realização dos rebalanceamentos. O Glidepath é definido para conferir consistência e previsibilidade à trajetória de alocação. No entanto, pode ser revisto no processo anual de atualização da Política ou quando alterações nos cenários, nas premissas ou nas características do Plano indicarem a necessidade de ajustes.
8. Por que a Classe Operações com Participantes tem uma alocação alvo com limite superior de tolerância, diferente das demais Classes que possuem um alvo definido no Glidepath?
A Classe Operações com Participantes reúne os empréstimos concedidos aos Participantes e Assistidos do Plano, conforme as regras do Programa Empréstimo Consciente. Como o volume dessas operações depende da demanda dos Participantes e Assistidos, a Vexty não consegue garantir que um percentual fixo do patrimônio seja permanentemente utilizado nessa Classe. Por isso, o percentual indicado no glidepath deve ser entendido como um limite superior de tolerância, e não como uma alocação que precise ser integralmente atingida. Caso a Classe não utilize todo o limite previsto, o valor residual será destinado à Classe Renda Fixa Curto Prazo ou à Classe Renda Fixa Juro Real Longa, conforme aquela que tiver maior relevância patrimonial no respectivo Perfil.
9. Qual a diferença entre a Classe Estruturados e as demais Classes?
A Classe Estruturados é composta por três Subestratégias: Multimercado, que busca rentabilidade superior ao CDI por meio da assunção prudente de risco de mercado; Ilíquidos – Yield, voltada a ativos alternativos, geralmente de baixa liquidez, que buscam geração de renda; e Ilíquidos – Growth, voltada a ativos alternativos que buscam a multiplicação de capital no longo prazo. As três Subestratégias, em conjunto, formam a alocação-alvo da Classe Estruturados prevista no glidepath. Entretanto, como possuem características distintas de liquidez, risco, retorno e horizonte de investimento, seus indicadores, objetivos e controles são acompanhados no nível de cada Subestratégia. A Subestratégia Ilíquidos – Yield tem horizonte de investimento de 72 meses e objetivo de retorno equivalente ao IMA-B acrescido de 3% ao ano. Já Ilíquidos – Growth possui horizonte de 120 meses e objetivo de retorno equivalente ao Ibovespa acrescido de 3% ao ano. A Subestratégia Multimercado tem horizonte de 36 meses e objetivo de CDI acrescido de 2% ao ano. Esses objetivos representam referências de gestão e não garantias de rentabilidade. No Perfil Conservador, a Classe Estruturados possui limite superior de tolerância porque esse Perfil investe apenas na Subestratégia Ilíquidos – Yield, não sendo possível garantir uma alocação constante nessa Subestratégia.
10. A Política de Investimentos traz projeções de rentabilidade?
Sim. A Política apresenta estimativas de rentabilidade para cada Classe de Ativos e para cada Perfil no período de 2026 a 2030. As estimativas são elaboradas com base: nas projeções dos indicadores econômicos; na Macroalocação Estratégica de cada Perfil, definida no Glidepath; e nos retornos esperados das Classes de Ativos e Subestratégias que compõem cada Perfil. A Política esclarece que essas expectativas são estimativas de retorno futuro elaboradas em regime de melhores esforços, sem garantia de resultado por parte da Vexty, de seus dirigentes ou de terceiros. Os resultados efetivamente observados podem ficar acima ou abaixo das estimativas em razão de mudanças no cenário, oscilações dos mercados, alterações nas carteiras, movimentações dos Participantes e Assistidos e outros eventos não previstos no cenário-base. As rentabilidades apresentadas na Política são nominais, ou seja, não descontam a inflação do período, e são líquidas da Taxa de Custeio Administrativo da Vexty. A Política também estabelece para 2026 o índice de referência consolidado do Plano de IPCA + 11% ao ano. Esse índice é utilizado como parâmetro para avaliar o desempenho da carteira consolidada do Plano e não representa obrigação atuarial nem promessa de rentabilidade para qualquer Perfil individualmente. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura, e as estimativas da Política podem não se concretizar.
11. Como é feito o monitoramento da execução das diretrizes do documento?
A execução da Política está a cargo do AETQ, que é assessorado pelo CIR. O acompanhamento da execução é realizado pela Diretoria Executiva, sob a supervisão do Conselho Fiscal. A própria Política atribui ao Conselho Fiscal a fiscalização da aderência da gestão dos investimentos às suas diretrizes. O administrador fiduciário das carteiras de investimentos, em conjunto com a consultoria de risco contratada para esta função, executa a elaboração das análises e relatórios necessários para o processo. As apurações são analisadas e eventuais discrepâncias materiais são investigadas, para que os valores corretos sejam contabilizados e divulgados aos Participantes, Assistidos e órgãos internos da Vexty. O monitoramento contempla, entre outros aspectos: alocações-alvo e respectivas faixas de tolerância; limites por Classe de Ativos e Segmento; desempenho dos Perfis, Classes e Subestratégias; riscos de mercado, crédito e liquidez; qualidade e atuação dos gestores e prestadores de serviços; aderência aos indicadores de referência; e eventuais planos de ação para reenquadramento. O risco de mercado é acompanhado mensalmente, inclusive por meio do Benchmark Value at Risk, ou B-VaR. O risco de crédito é monitorado com base nas exposições, classificações de risco e limites previstos. O risco de liquidez considera o prazo necessário para negociação dos ativos e a manutenção de recursos líquidos suficientes para atender às necessidades de caixa dos Perfis.
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