Atuamos como um apoio confiável hoje e para o futuro, mantendo sempre um olhar criterioso sobre o cenário econômico global e brasileiro para garantir a melhor gestão dos ativos .
Ao planejarmos nossas carteiras para 2025, o cenário indicava forte incerteza tanto no Brasil quanto no exterior, o que sugeria alta volatilidade para ativos de risco. Conforme antecipamos em nosso Relatório Anual de 2024, a inflação brasileira continuaria sendo um ponto de atenção; com o IPCA acima da meta , o Comitê de Política Monetária do Banco Central teria que manter ou elevar a taxa Selic. A isso, iriam se somar as preocupações com o endividamento público e com o controle fiscal , fatores essenciais para a confiança do investidor. No plano internacional, a inflação nos EUA manteria os juros altos por mais tempo, enquanto as políticas protecionistas do presidente D. Trump aumentariam a imprevisibilidade global. O esperado do fortalecimento do dólar americano continuaria a pressionar as economias emergentes, incluindo o Brasil, com impactos desfavoráveis sobre o comércio internacional e os fluxos de capitais.
No entanto, o que vimos ao longo de 2025 foi uma desvalorização da moeda norte-americana frente ao real e uma redução nas tensões comerciais, com o foco dos investidores migrando para o comportamento dos indicadores econômicos norte-americanos. Esse movimento elevou a probabilidade de afrouxamento monetário nos EUA, cenário que acabou se concretizando em setembro e abriu espaço para que fosse iniciada uma flexibilização da política monetária brasileira, assim que a inflação doméstica estivesse sob controle e convergindo para as metas.
Nesse ambiente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acabou batendo seguidos recordes históricos ao longo do ano, chegando a superar os 164 mil pontos em dezembro. Isso foi resultado de uma combinação de fatores internos e externos que criaram um ambiente altamente favorável para o mercado de ações brasileiro: a entrada expressiva de capital estrangeiro para a bolsa, como reflexo da busca global por ativos em mercados emergentes com valuations atrativos; a expectativa de afrouxamento monetário no Brasil, com a Selic em trajetória de queda em um futuro próximo; os resultados robustos de diferentes empresas listadas; a valorização de setores específicos, como imobiliário e utilidade pública, que se beneficiam diretamente do cenário de redução de juros; o alívio nas tensões comerciais globais, que reduziu riscos e fortaleceu o apetite por risco; e, por fim, uma perspectiva política interna que, apesar de instabilidades, foi interpretada pelo mercado como potencialmente favorável à retomada de uma agenda econômica positiva em 2026. Esses elementos, em conjunto, criaram um ambiente de confiança e atratividade para o investidor, sustentando a valorização contínua do Ibovespa.
Esse comportamento levou os Perfis mais longos a terem um ótimo desempenho, principalmente se comparados aos Perfis mais curtos. Quanto mais longo é o Perfil, ou seja, quanto mais próximo do Perfil 2065, maior é a alocação em ativos com maior risco e maior expectativa de retorno, como é o caso de investimentos em ações, multimercado e títulos públicos atrelados à inflação com vencimentos acima de 5 (cinco) anos.
Esse resultado é reflexo da nossa diversificação estratégica, que atua como alicerce da gestão de portfólios da Vexty, sendo um mecanismo fundamental de mitigação de riscos em períodos de alta volatilidade. A eficácia dessa abordagem foi ratificada pelo desempenho consolidado do biênio 2024-2025. Em 2024, a performance dos Perfis mais longos foi sustentada pelas alocações globais, impulsionadas pela valorização do S&P 500 (um dos principais índices de ações dos EUA) e por uma expressiva apreciação cambial de 28% do dólar frente ao real — um contrapeso crucial diante da retração superior a 10% do Ibovespa. Já em 2025, o cenário apresentou uma inversão de vetores: embora os ativos de risco e de renda fixa nos EUA tenham mantido um viés positivo, o movimento de desvalorização do dólar frente ao real pressionou os retornos das alocações internacionais. Contudo, essa retração foi mais que neutralizada pelo excelente desempenho das estratégias de renda variável doméstica e multimercados, que aproveitaram a janela de oportunidade no mercado brasileiro.
Essa dinâmica reforça a importância de uma alocação diversificada e resiliente a choques setoriais. Sob essa diretriz, as estratégias de investimento entregaram um crescimento do patrimônio de R$ 4,7 bilhões para o patamar atual de R$ 5,4 bilhões.
As projeções para 2026, que fundamentaram a revisão da Política de Investimentos do Plano Vexty, delineiam um cenário de transição marcado pela persistência de juros reais elevados — posicionados substancialmente acima da taxa neutra — em um contexto de desaceleração gradual do IPCA e crescimento moderado do PIB.
A dinâmica fiscal permanece como um dos principais determinantes do prêmio de risco, com o calendário eleitoral adicionando camadas de incerteza às decisões de gasto público. Historicamente, períodos eletivos intensificam a volatilidade nos mercados de câmbio e capitais, à medida que o fluxo de notícias sinaliza continuidade ou ruptura das diretrizes econômicas vigentes.
Nesse ambiente, a sustentação de uma trajetória benigna para os ativos brasileiros dependerá de três vetores críticos: disciplina fiscal, com manutenção do arcabouço vigente e avanços em medidas críveis de consolidação orçamentária; ancoragem de expectativas, por meio do rigor na política monetária até que as projeções inflacionárias convirjam para o centro da meta; e gestão de riscos externos, com foco no monitoramento da atividade econômica chinesa, no desenrolar dos conflitos geopolíticos globais, na volatilidade das commodities e no ciclo de aperto/flexibilização monetária do Fed (banco central dos EUA) e do BCE (banco central europeu), mitigando pressões adicionais sobre o câmbio. Essa leitura visa preparar a estratégia de investimentos para enfrentar uma desaceleração da economia ao longo do ciclo, garantindo a resiliência das carteiras frente às oscilações de curto prazo. Evidente que não podemos ignorar a nova variável que surgiu já com 2026 em andamento. Os conflitos no Oriente Médio, principalmente envolvendo EUA, Israel e Irã, não estavam no radar ao final de 2025, mas impactaram a dinâmica dos mercados no início de 2026. Conforme for sua intensidade e duração, poderão se tornar um dos principais pontos de atenção para este ano, muito em função dos seus efeitos sobre o preço de importantes commodities (especialmente o petróleo) e consequentes impactos nas economias, inflação e juros globais.
Diante do cenário projetado, espera-se uma volatilidade nos preços dos ativos no curto prazo, com reflexos diretos na performance pontual dos Perfis de Investimento. Por este motivo, reiteramos a importância da compreensão do modelo de alocação da Vexty, enfatizando que a escolha do Perfil deve ser rigorosamente aderente aos objetivos individuais e ao horizonte de investimento de cada Participante e Assistido.
A previdência transcende o contexto imediato; seu alicerce é o planejamento para o horizonte da carreira de cada um. É fundamental que o investidor compreenda e escolha um Perfil de Investimentos aderente ao seu apetite a risco, garantindo que suas expectativas de retorno estejam alinhadas à dinâmica dos mercados. No âmbito previdenciário, a geração de valor sustentável fundamenta-se em cinco pilares: disciplina na execução da estratégia; consistência no horizonte de investimento; rigor técnico na gestão de ativos; macroalocação estrutural; e diversificação estruturada.
Embora a volatilidade seja inerente à jornada de investimento, nossa gestão monitora continuamente o cenário macroeconômico para mitigar os efeitos de eventos de estresse. Buscamos, simultaneamente, otimizar a rentabilidade por meio de movimentos táticos e pontuais, aproveitando distorções de curto prazo para capturar ganhos excedentes (alpha).
O compromisso da Vexty reside na preservação e no fortalecimento do patrimônio previdenciário de nossos Participantes e Assistidos. Nossa gestão de investimentos é orientada pela busca da maximização do retorno, sempre sob o rigor da melhor relação risco-retorno. Atuamos com foco estrito nas alocações-alvo e nos objetivos e horizontes de investimento de cada Perfil, assegurando uma estratégia resiliente e eficiente, capaz de converter as oportunidades de mercado em solidez para a segurança e formação das reservas.
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Vinicius Narcizo
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